Dicionário Feminista #74 – Escritora – Mercado de trabalho #4

logo do podcast. o fundo é rosa choque e dentro com fonte estilizada está escrito "palavra substantivo feminino podcast" na cor branca
Palavra – Substantivo Feminino – Trailer
20 de maio de 2021
na vitrine do episódio, consta o logo do podcast, uma máquina de escrever pegando fogo, o título “Linguagem das máquinas” e o logotipo da rede O Podcast É Delas.
Incêndio na Escrivaninha #22 – Linguagem das máquinas
22 de maio de 2021

Dicionário Feminista #74 – Escritora – Mercado de trabalho #4

Ilustração de uma mulher sentada escrevendo. No lado esquerdo está escrito "mercado de trabalho: escritora"

Ilustração de uma mulher sentada escrevendo. No lado esquerdo está escrito "mercado de trabalho: escritora"

Nesse programa nós vamos pro quarto episódio de uma série muito especial e pedida por vocês ouvintes sobre mercado de trabalho. Hoje, nós vamos conversar com uma escritora que vai tirar nossas dúvidas sobre carreira.

Segundo o dicionário, “escritora” é a autora de obras literárias ou científicas.

As pessoas que escolhem essa carreira, normalmente são extremamente criativas, e possuem extrema facilidade em terem ideias inovadoras e expressá-las através da língua portuguesa. Para isso, costumam usar como ferramenta para compor seu repertório a prática da leitura, interpretação de texto e um olhar em diferentes perspectivas sobre as vivências cotidianas.

Se você já se identificou de bate pronto, a boa notícia é que não é necessário nenhum tipo de formação ou avaliação para se tornar uma escritora profissional. Além disso, a profissão é reconhecida pela Classificação Brasileira de Ocupações. Porém, essa profissão ainda não é regulamentada, ou seja, não há leis que garantem os benefícios e pisos salariais para escritoras.

Enquanto na mídia impressa, o trabalho de novos escritores possa ter um alcance limitado ou mesmo negado pelas editoras, na internet existem inúmeras possibilidades de divulgar as suas obras. A partir daí, há quem diga que para se tornar um escritor de verdade não basta colocar o seu trabalho no mundo, mas precisa ter quem leia aquela obra. É aí que encontramos uma das principais dificuldades da profissão, a qual, depois de superada, pode garantir à escritora um reconhecimento pela sua obra sendo acompanhado pela fama ou não.

Mas calma, existem diversos caminhos que podem facilitar a jornada da escritora. Um deles está em ninguém mais e ninguém menos que na educação. Muitas pessoas que buscam seguir essa carreira ingressam em cursos de graduação que tenham disciplinas teóricas ligadas à literatura, incentivem o exercício da escrita e a possibilidade de se trabalhar com diferentes estilos literários. Os principais cursos escolhidos pelos aspirantes a escritores são o de Letras e Jornalismo. Pode ter certeza que quem ingressar neles vai ler e escrever muito para poder desenvolver um olhar crítico e um ótimo domínio da língua.

Outras ótimas alternativas são os cursos de Filosofia, História, Publicidade e Propaganda, Cinema e Comunicação. Tudo depende do tipo de escrita em que você mais se vê exercendo a profissão.
Entre as universidades que oferecem o curso de letras estão a UNESP, a UFMG e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Já para o curso de Jornalismo, há ótimas opções de graduação na UFSC, na UFRJ e na UFPE. Todas essas universidades públicas e de graça!

E hoje a gente tá em ótima companhia, porque ela é uma escritora brasileira vivendo no Uruguai, autora de AmoreZ. Regiane Folter, obrigada por participar do episódio!

* Redes sociais da Regiane
@regianefolter (Medium, Instagram, Twitter, LinkedIn)


* Notas de rodapé desse episódio:

  • Chimamanda Ngozi
  • O Deus das Pequenas Coisas – Arundhati Roy
  • Clara Mello
  • Podcast É Nóia Minha – Dá pra viver de escrita?
  • Kindred – Octavia E. Butler
  • Fly Alves @flyalvess
  • @a_estranhamente
  • Escritor Publicado
  • Paula Gomes – Ninguém morre sem ser anunciado
  • Gabriela Araujo – Quando sentir, escreva
  • Giulianna Domingues – Luzes do Norte
  • Thais Campolina – Maria Eduarda não precisa de uma tábua ouija
  • @novasclarices

* Fontes usadas nesse episódio: